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Sou Capitão da Polícia Militar, Pedagogo, Especialista em Segurança Pública, Diretor do Colégio da Polícia Militar-PB, Coordenador-Geral do PRONATEC na Paraíba. Acredito que o nosso Brasil pode melhorar muito mais, na medida em que todos possam colaborar com as suas capacidades. TWITTER : @ElmerMelz ; FACEBOOK: Elmer Melz

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O MILITAR COMO LÍDER


O complexo organizacional, abrangendo como um todo estrutura, material e pessoal, é alvo das atenções do comandante. Entretanto, são as pessoas que vitalizam a organização e que transformam a sua vontade em ações produtivas. Desse fato surgem outras preocupações, que irão além daquelas ligadas simplesmente ao gerenciamento funcional dos homens na execução da missão. Estamos falando antecipadamente de liderança militar.

Constatamos assim que o comandante desempenha dois papéis funcionais:

. Chefe militar: condutor de tropa, aquele que tem autoridade para dirigir e controlar e cuja atividade funcional é a chefia militar;

. Líder militar: condutor de homens, aquele que tem a capacidade de influenciar e cuja atividade funcional é a liderança militar.

A liderança militar insere-se no exercício do comando como desempenho funcional do comandante, complementar e simultâneo com a chefia militar. Não são processos alternativos, mas desempenhos sobrepostos.

Na verdade, a liderança não é propriamente uma atribuição funcional do comandante, mas uma atitude necessária para dar eficácia ao comando. Efetivamente, chefe militar e líder militar, no contexto do exercício do comando, se confundem em um processo maior, mais vigoroso, mais animado e, seguramente, mais eficiente. Assim, quando qualificamos um comandante como líder por proeminência gerencial e êxito pessoal, estamos exaltando sua liderança em uma organização, e não o dizendo líder dela.

A mesma qualificação profissional que capacita o comandante para ocupar o cargo de comando e exercer a chefia militar também o habilita para exercer a liderança na sua organização. É claro que se pressupõe que, na sua competência, está contida a capacidade de liderança como um dos atributos, incluída nela a habilidade para influenciar os subordinados no sentido de obter um desempenho participativo e entusiasmo no cumprimento da missão – algo bem mais do que o estrito desempenho profissional dos comandados.

O líder militar não é ninguém mais do que o próprio comandante que exerce influência, não sobre quaisquer pessoas que se apresentem ao seu alcance, mas sobre indivíduos postos sob sua direção funcional e subordinação em uma estrutura organizacional.

O comandante não é necessariamente um psicólogo nem um líder nato, mas tem uma capacidade de influência desde logo garantida pela sua proeminência na organização e pela sua reputação pessoal. E dispõe dos meios e das vias institucionais de comunicação.

Assim, exerce sua influência, intencionalmente ou não, com a ação de comando e ao longo das linhas funcionais de autoridade, sem outros caminhos alternativos ou informais. E também sem "passes de mágica", mas com habilidade, prudência e aplicação de algumas técnicas simples de aproximação, de mobilização, de estímulo e de sensibilização, tudo conduzido com o acionamento funcional dos comandados no contexto da ação do comando. Por meio de suas relações pessoais com os subordinados, com bom senso e conhecimento deles, o líder, atuando como condutor de homens, será capaz de orientar as atitudes e comportamentos das pessoas no sentido de obter delas respostas adequadas à realização dos resultados pretendidos pelo empreendimento militar.

Há ainda um aspecto marcante e comum à chefia militar e à liderança militar: a missão da organização – resultados pretendidos e objetivos a realizar.

Não há divórcio de finalidades nos dois processos, que, efetivamente, são convergentes. A liderança só se afirma se a chefia militar for eficaz, isto é, se houver sucesso em tudo o que o comandante concebe e determina. O chefe medíocre jamais se afirmará como líder.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Palavras do Diretor

          Revisando meus apontamentos, encontrei o rascunho da fala que fiz na abertura do ano letivo 2010 do Colégio da Polícia Militar, que ocorreu no Ginásio de Esportes do Centro de Educação da PMPB.  Pudemos contar com a presença ilustre do Secretário de Educação do Estado, dos professores e funcionários, pais e alunos.  Utilizei trechos dessa mesma fala várias vezes durante o ano, tanto em reuniões de pais, de professores e até fora da escola.  Falei da seguinte forma:

          "O mundo em que vivemos está transformado.  Muito do que antes tinha-se como verdade, hoje prova-se que era um equívoco.  Muito do que antes era imaginação, hoje é uma realidade.
          Transformada também está a sociedade e os seus costumes.  É certo que os abusos tãocomuns no passado, hoje podem ser denunciados (e isso é bom!).  Entretanto, nota-se que a permissividade, a promiscuidade e a ausência de objetivos de vida, corroem os alicerces da já desgastada sociedade, onde imperam os interesses pessoais em detrimento do coletivo.
          Grandes pensadores de nossa história, entre eles Karl Marx e Jean-jacques Rousseau, já pregavam que o contrato social deve estar vinculado à educação.  Todavia, encontramos muitas das escolas públicas abandonadas, dominadas pela violência, pelo medo ou pela drogadição.
          Seguir uma filosofia militar é um modo de vida. É permitir que a honra, o respeito e a ordem sejam constantes, e permanentes, em nosso viver.
          Muito mais do que policiais, somos militares estaduais.  E o nosso comprometimento eswtá justamente nisto: ter a honra de respeitar a ordem.
          Ao firmar o compromisso de contribuir, também, na educação de nossos alunos, estamos garantindo o resgate do civismo, das tradições e dos valores capazes de potencializar o desenvolvimento do nosso amado Brasil".