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Sou Capitão da Polícia Militar, Pedagogo, Especialista em Segurança Pública, Já ocupei as funções de Diretor do Colégio da Polícia Militar-PB (nov2009-jun2017), Coordenador-Geral do PRONATEC na Paraíba (mai2016-mai2017) e Coordenador de Polo do PBVest (2015-jun2017). Atualmente componho o Estado-Maior Estratégico da Polícia Militar da Paraíba, na função de Coordenador do EM/4-Políticas de Prevenção. Acredito que o nosso Brasil pode melhorar muito mais, na medida em que todos possam colaborar com as suas capacidades. TWITTER : @ElmerMelz ; FACEBOOK: Elmer Melz

terça-feira, 23 de julho de 2013

Papamóvel: o carro do pontífice [infográfico]


Papamóvel: o carro do pontífice [infográfico]







Entre os dias 22 e 28 de julho, o Rio de Janeiro será sede de um dos maiores eventos católicos do mundo: a Jornada Mundial da Juventude. Durante esse período, milhões de pessoas participarão de atividades relacionadas a uma das principais religiões cristãs do mundo. E entre os destaques da Jornada está a presença do Papa Francisco I, que vem ao Brasil pela primeira vez como pontífice.
E quando falamos em aparições públicas do Papa, logo nos lembramos dos famosos “papamóveis”, os carros preparados especialmente para transportar e garantir a segurança dele. Mas como são esses veículos? Qual a importância deles e quando começaram a ser utilizados? Vamos descobrir as respostas para essas perguntas aqui mesmo no Tecmundo.

Sede gestatória: antes das quatro rodas

A Igreja Católica possui quase 2 mil anos e o primeiro Papa (São Pedro) data da mesma época. Naquele tempo — e até pouco menos de um século atrás —, não existiam carros, e por isso o Papa não poderia ser transportado em um Papamóvel. Mas a caminhada não seria viável, pois o Papa precisava ser visto quando estivesse passando por grandes aglomerações de pessoas.
Por isso, foi criada a sede gestatória, que seria uma espécie de liteira papal. Trata-se de uma estrutura equipada com um trono e espaços para que várias pessoas carreguem o pontífice, literalmente, nos ombros. E essa tradição durou quase um milênio, sendo implementada no período bizantino — que teve a participação católica como destaque no final do século XI.
E isso durou até o curto pontificado do Papa João Paulo I, em 1978. Visando tornar o cargo papal mais humilde, o pontífice declarou que não usaria a sede gestatória, deixando a cargo dos próximos papas a decisão quanto à continuidade da utilização. E desde então, nunca mais foi necessário utilizar a estrutura.

Mercedes-Benz: a principal fornecedora

Já faz 83 anos que surgiu o primeiro carro especialmente produzido para um Papa. Na época, não havia a presença de cúpulas protegidas para fazer com que ele fosse mais bem protegido; eram apenas carros de luxo com alguns adicionais que pudessem oferecer o melhor conforto para o pontífice. E durante essas oito décadas, uma empresa se destacou na produção dos papamóveis.
Trata-se da Mercedes-Benz. Foi ela que preparou o Nürburg 460 papal de 1930, e também foi essa mesma fabricante que presenteou o Papa Francisco I com um Mercedes-Benz Classe M. Isso mesmo, todos os papamóveis já vistos até hoje foram presentes das fabricantes para a Igreja Católica. Outras empresas fizeram ações parecidas, mas nenhuma teve tanto destaque quanto a Mercedes.

A necessidade de blindagem

Apesar da figura controversa de alguns papas do passado, João Paulo II (que teve o pontificado entre 1978 e 2005) era uma das mais carismáticas figuras religiosas do mundo — tendo admiração por pessoas de diversas outras religiões e doutrinas. Mas isso não foi o suficiente para livrá-lo de uma tentativa de assassinato em 1981. No dia 13 de maio daquele ano, João Paulo II foi baleado sobre o papamóvel — um jipe FIAT Campagnola.
Depois desse episódio, os papamóveis começaram a ser construídos com cúpulas de vidro blindado, que, apesar de mostrarem o pontífice para as multidões, poderiam mantê-lo em segurança e livre de possíveis atentados. Esse foi um dos marcos na modificação do significado dos papamóveis. Antes, eram carros de transporte para o pontífice, mas a partir de então passariam a ser muito mais conhecidos como o veículo que poderia mostrá-lo aos fiéis em segurança.
Em 1982, a Range Rover entregou o veículo 230G, que foi o primeiro papamóvel a utilizar a já mencionada blindagem. Atualmente, em situações que o Papa não quer estruturas fechadas, são realizadas operações especiais para neutralizar qualquer ameaça que possa surgir. Algo similar vai ser realizado no Brasil, durante a jornada mundial da juventude.

O papamóvel no Brasil

Durante a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Brasil durante a próxima semana, o Papa Francisco I estará em solo brasileiro como pontífice pela primeira vez. E o carro que será utilizado no evento veio diretamente do Vaticano — trazidos pelo avião C-130 Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB).
Trata-se de um jipe modificado, com apenas uma proteção frontal e alguns outros materiais que vão manter o Papa latino de uma forma mais confortável. Você deve ter reparado que nós dissemos “apenas uma proteção frontal”. O Papa Francisco I não usará um papamóvel totalmente blindado enquanto estiver no Rio de Janeiro e, por isso, a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) ampliou todos os esforços que serão deslocados para garantir a segurança do pontífice.
Isso inclui forças especiais da polícia, que será responsável pela escolta da delegação católica. Vale ressaltar que ele ainda pode mudar de ideia durante sua estadia em nosso território, havendo a possibilidade de utilizar um carro totalmente blindado, mas são poucas as chances de que isso aconteça.
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Você já conhecia as origens do papamóvel e a importância dele na manutenção da segurança papal? Certamente, trata-se de uma grande força aliada na proteção de uma das figuras religiosas mais importantes do mundo. Você acha que falta algo nos veículos? 

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